Um exemplo!

Do sonho à realidade
Não passaria de um trabalho de faculdade, se quatro alunos de Publicidade, da turma de 2004, não fossem tão persistentes em um objetivo: montar uma Agência. Contando com a força e determinação de seus integrantes, o grupo formado para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sobreviveu ao término das aulas e decolou rumo ao sucesso profissional, vencendo barreiras burocráticas e conquistando, aos poucos, a confiança do concorrido mercado. Atualmente, a Agência CUCA comemora sua estabilidade e segue como exemplo para aqueles que ainda ocupam uma carteira em sala de aula. Para contar como esse sonho se transformou em realidade, Flávio, Adriano, Andreza e Tiago – os personagens dessa história que ainda promete muitos capítulos.

I – Quando tudo começou

Flávio – A formação da Cuca surgiu em um grupo de trabalho que formamos no segundo ano. No quarto ano o Tiago, o Cadu e o Adriano, que eram de um outro grupo, se juntaram a nós. Mas a semente da agência mesmo foi de um grupo de trabalho que sempre teve o ideal de atuar sério e com comprometimento, como se fosse uma agência mesmo. Já na faculdade a gente “brincava” assim.

Adriano – Quando eu comecei a Faculdade, já trabalhava um pouco com criação em um departamento de marketing. A partir do segundo ano, eu comecei a trabalhar em agência de propaganda mesmo, então, quando a gente formou a Cuca, eu já estava ha três anos trabalhando na área, e o ponto fundamental logo no surgimento do grupo foi a escolha do cliente para o TCC. Acertamos em cheio quando escolhemos CIESP da Zona Norte, eles acabarm fechando um contrato conosco e, há mais de um ano, prestamos serviço para a empresa, o que acabou possibilitando tornar real a criação da Cuca e a busca de outros clientes.

II – O primeiro Cliente

Flávio – Foi quando pegamos o CIESP como cliente que vimos que poderia dar certo. Quando eu entrei na Faculdade, já tinha a intenção de montar uma agência minha mesmo, só que a gente tem sempre aquele limite na nossa imaginação. Eu jamais imaginei a situação como ela é hoje ou como será daqui a dez anos, não tive essa criatividade tão grande, mas imaginei encontrar, dentro da Faculdade, pessoas com o mesmo ideal. Isso foi o que deu força para a idéia surgir, nós entregávamos um trabalho como se fosse um job mesmo. A gente pegava, briefava e ia pra cima para vencer. Tinhamos que virar a noite, que lutar pelo trabalho e ver o professor como um cliente era uma de nossas condições como universitario. E a coisa fluiu tão rápido que vimos que era possível trabalhar com isso. A gente veio, alugou esta casa, montou um escritório e cada um foi abandonando seu emprego.

III – Tempos de Faculdade: “Aprendendo na prática”

Flávio – Na Faculdade havia uma grande briga com os outros grupos. Quando íamos fazer um trabalho, era um trabalho mesmo. Nosso objetivo era alcançar o ponto máximo e isso acabou gerando conflitos e amizades com grupos que chamávamos de “agências amigas” e outros grupos que procurávamos apenas ser melhor, se eles faziam de um jeito, fazíamos diferente, e isso foi saudável na faculdade. Criar concorrência entre as agências foi um acerto, a Professora Sandra e a Coordenadora Roseli fizeram isso muito bem.

Adriano – Esse negócio de concorrência entre as agências no curso foi muito bacana. Lógico que na hora da apresentação dos trabalhos houve discussão, você via gente “brigando”, um “intimando” o outro e coisas assim que na hora você não percebe, mas aquilo alí é um exercício para você melhorar profissionalmente, para você ver como a coisa vai ser lá fora, e na verdade o mercado real é ainda mais pesado.

Flávio – Uma vez fui ver uma palestra de ex-alunos em que um deles dizia ter terminado a faculdade e não sabia o que ia fazer depois. A gente não, eu queria terminar a faculdade e ter que entregar outro trabalho, e o que é melhor, remunerado.

Flávio – Ainda temos um vínculo muito forte com a Professora Roselí, que foi a coordenadora do nosso TCC e do curso de Publicidade e Propaganda. É nossa “Madrinha de Agência” também, a gente ainda se fala bastante.Adriano – Uma coisa que temos feito na UNICSUL são palestras para os alunos, contamos nossa história e o que estamos fazendo.

IV – Transformando o sonho em realidade: o momento decisivo

Adriano – O Tiago foi o primeiro corajoso a abandonar o emprego, eu ainda não estava efetivamente na Cuca por causa de um outro grupo que eu fazia parte quando isso aconteceu, mas eu me lembro dele falando para o Flávio, “Se você não deixar eu passar nenhuma necessidade, largo meu emprego e venho pra cá”. Nessa época, eu já estava querendo deixar a agência que trabalhava, juntando com o fato de já estar acreditando na possibilidade de a Cuca dar certo, eu via o potencial em cada um de nós e resolvi deixar meu emprego também, isso foi em setembro quando começamos a trabalhar para a Cuca integralmente. Nessa época também tinha o Cadú, que não trabalhava, começamos os três a nos dedicar o dia todo à Cuca. A agência funcionava em um quarto na casa do Flávio. Foi muita batalha até chegarmos à conclusão que seria possível alugar esta casa, que era o momento certo, foi realmente um ponto de definição da agência, pois quem queria levar a sério ficava, e quem não poderia se comprometer mais deveria sair.Foi um período difícil, pois teríamos que chegar para um amigo e dizer, “olha, você não está se compromentendo e vai ter que sair da agência”, houve também o fator da própria pessoa se tocar e dizer “eu não quero mais participar”. No caso da Andreza, que trabalhava no marketing da Epson, chegou o momento de pressioná-la, “ou a Epson ou a Cuca”, e o Flávio, que a conhecia ha mais tempo, ficou encarregado de conversar com ela e, não sei como, convenceu-a a sair da Epson e fechar a equipe da Cuca que completou 1 ano de atividades no início de setembro.

V – Conselhos da Cuca

Adriano – Sobre o que é ser empreendedor, eu poderia começar dizendo que sou um Publicitário ou que tenho uma Agência, mas para quem quer seguir esses passos, antes de tudo, é preciso ter coragem, depois uma boa estrutura, não só financeira como também emocional porque a dificuldade no início é muito grande. Hoje, é muito bacana você ver a agência crescendo, mas é preciso muita dedicação e determinação e saber que você vai ficar, por vezes, dias a fio sem dormir para entregar um trabalho. Para quem vai seguir essa área, posso dizer que é muito gostoso você ver as coisas acontecendo, ver seu primeiro cartão de visitas, seu primeiro envelope, sua papelaria e acima de tudo, depois de um ano, poder mostrar para as pessoas as campanhas e os trabalhos que você desenvolveu.Então lembre-se: determinação, força e, se possível, uma “graninha”, para investir, é sempre bem-vinda.

Flávio – Bem, o que eu posso dizer é que já que você escolheu fazer Publicidade e Propaganda, deve ser por que gosta, tem isso dentro do coração e pretende fazer isso por toda a vida. Então, já que você está na Faculdade, aproveite, porque este é o único momento em que você pode errar. Você pode errar o planejamento, a criação, pode errar o conceito e o máximo que você vai perder é ponto – e isso você pode recuperar. No mercado não, se você errar você perde a conta e conseqüentemente todo o seu trabalho. Mas é possível seguir um caminho próprio com muito empenho e determinação. Vimos nesses últimos dois anos na UNICSUL, pessoas com potêncial muito grande para se tornarem grandes profissionais, tanto para abrir sua própria agência quanto para trabal
har em agências. Não pense que não desejamos boas agências de Publicidade na Zona Leste, isso seria muito bom para nós, pois fortaleceria esse mercado e a credibilidade por aqui.

Andreza – A minha dica é que você aproveite ao máximo os professores e até mesmo os colegas, pois alguns deles sabem “pra caramba” e às vezes ficamos com “picuinhas” de grupos. Isso aconteceu com a gente, felizmente soubemos nos superar e nos aproximamos de pessoas que julgávamos “metidas” como o Adriano (risos geral) que hoje faz parte da Cuca.

Tiago – Eu diria a quem deseja seguir os nossos passos, que esteja preparado para sacrifícios. Existe uma parte de glamour, mas ainda não chegamos lá. E uma coisa que foi difícil entrar na nossa cabeça, desde o primeiro ano de faculdade, é a imagem que temos do profissional de Publicidade e Propaganda como sendo um pop star quando na verdade é a mesma coisa que um engenheiro ou um médico: ele acorda cedo, faz o trabalho dele da melhor maneira possível. Quando a gente começa a entender que o publicitário também é assim as coisas começam a ficar mais fáceis e então vem o crescimento. E boa sorte para quem quer seguir essa estrada por que é “bacana” e vale a pena.
[fim ]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: