The love is in the air

O Dia dos Namorados está chegando e com ele, tudo a sua volta fica avermelhado, apaixonado e cheio de coraçõezinhos. O comércio se aproveita a data pra aquecer ainda mais suas vendas, vendendo de tudo, com ótimos preços, para os casais apaixonados. Quem é solteiro aproveita pra comprar algo que está precisando com um desconto bom – nem que seja um cobertor, um moletom, um DVD chororô e um pote gigante de sorvete pra ficar depressivo em casa.

A maioria das campanhas de Dia dos Namorados é bem parecida, mostram casais apaixonados
em uma vida cor-der-rosa, onde tudo é lindo e belo – bem comercial de manteiga.

Porém, esse ano, 2 campanhas me chamaram bastante atenção. Vou falar um pouco sobre
elas.

A primeira foi a campanha da Renner, que se você não ver o filme até o fim, vai ficar com uma pequena dúvida se é uma campanha de Dia das Mães atrasada ou de Dia dos Namorados sem pé nem cabeça. Se você ainda não viu, veja abaixo:

 

Viram? Quem belo final? Mães também namoram e elas tem todo um estilo pra fazer isso. Sério, eu parei pra pensar como minha mãe fez durante minha infância. Tem que ter jogo de cintura.

Mesmo sendo muito boa, a Renner ainda não foi a melhor.

A segunda campanha que me chamou muita atenção e eu arriscaria dizer que é um belo de um viral, foi a do bombom Serenata de Amor da Garoto. Eles também não mostraram um clichê de casal apaixonado ou coisa e tal, foram mais longe, até do que a Renner.

Eles nos mostraram que o amor vale a pena. Até quando a gente sofre e que sofrer de amor, é se manter apaixonado.

Veja abaixo:

 

Sério. Eu vi o vídeo e me emocionei, eu me senti entendido e no ímpeto de consumidor, não de
publicitário, eu quis compartilhar com pessoas que eu gosto – viralizei o vídeo, mesmo que só
para a minha rede. Mandei pra todo mundo, enviei pelo msn, pelo Facebook e pelo Twitter.

Todos que viram, fizeram o mesmo.

Antes de fazer propaganda, os caras passaram uma mensagem. Uma mensagem de esperança. Era como se alguém virasse pra mim e falasse: “Pode chorar de amor, pode chorar. Eu entendo você e sei que está fazendo isso para se manter apaixonado” – ao invés de me dizer “Bola pra frente que atrás vem gente e a fila anda”.

Quem está sofrendo de amor sabe o quão difícil é se desapegar de alguém e que, muitas das
vezes, nós não queremos isso.

A Garoto entendeu essa ideia e a transformou em um belo filme. A Garoto emocionou, arrancou lágrimas de algumas pessoas, fez muita gente arrepiar e se mostrou uma marca que entende do consumidor e que buscar partilhar com ele as coisas boas da vida.

Não tem garoto propaganda, não tem gente famosa, não tem clichê. Tem mensagem, tem
conteúdo e isso, na Era da Informação, é o que mais importa.

Câmbio, desligo.

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